2/12/2020 - Iguatu: terra da "Água Boa"



Iguatu é uma cidade localizada a 141 quilômetros de Campo Mourão. Nessa distância é preciso trafegar por um trecho de estrada de chão com 11 quilômetros, a partir de Anahy. Se preferir pelo asfalto, tem que passar por Corbélia e Braganey, o que aumenta a viagem para 187 quilômetros. Fizemos os dois trechos e compensa ir pela estrada de chão, porque é bem conservada. Pelo Censo do IBGE realizado em 2010, Iguatu estava com 2.234 habitantes e pela estimativa de 2020 tem 2.253 moradores. Está entre os 7 menores municípios do Paraná (392º).




Em Iguatu, as quadras da área central são grandes, acima dos 240 metros de comprimento por 80 de largura, e cada uma delas tem um formato diferenciado, ou seja não são exatamente retangulares ou quadradas. Isso faz com que apenas a avenida principal seja em linha reta. A taxa de escolarização no município é de 97,7 por cento. Apenas 2 por cento da cidade tem rede coletora de esgoto.




A principal avenida de Iguatu e a "Sete de Setembro". Iguatu é uma palavra indígena de origem Tupi, que significa "Água Boa". O nome dado pelos colonizadores se deve a boa qualidade das águas. Existe uma água mineral com o nome Iguatu, mas a empresa é de Palmas em Tocantins. No Ceará também tem uma cidade com o nome de Iguatu que conta atualmente com 103 mil habitantes.




Na área urbana Iguatu conta com cerca de 600 imóveis residenciais. Na prefeitura 55 empresas estão cadastradas como comerciais e de prestação de serviços e outras 10 como industriais. A cidade conta com um banco pelo sistema cooperativo, mas oferece vários serviços da Caixa, através da Lotérica.







A prefeitura de Iguatu está localizada fora da área central, em meio a uma área verde na saída para Anahy. Várias pessoas vão até o município para conhecer as "Cataratas do Iguatu" (parece com Cataratas do Iguaçu). As cachoeiras estão localizadas em uma propriedade particular a 8 quilômetros da cidade, mas pode ser visitada. Tem gente que vai lá para nadar e até para acampar.




A praça de Iguatu é bem arborizada, tem chafariz e brinquedos para as crianças. O aniversário do município é comemorado no dia 10 de novembro. Geralmente os festejos acontecem na praça ou em frente dela e incluem eventos de motocicletas, shows, torneio de futebol suiço e porco no rolete. O prato é servido no Estádio Municipal.




Em PIB per capita, Iguatu está na posição 241 entre os 399 municípios brasileiros, ou seja: Iguatu é mais rica que 150 cidades com população maior. O plantio de soja ocupa 3.660 hectares. A área com milho é de 3.000 ha. Outros 600 hectares são de trigo e 300 de fumo. O rebanho bovino é de 7.604 cabeças. Destaque também para a produção de frangos. Conta com unidade da Coopavel.




Iguatu começou a se formar nos anos 50 com o nome de Jaborandi. Os pioneiros foram atraídos pela grande quantidade de madeira. Em 1974 foi elevado como distrito de Corbélia. Virou município em 1990. O primeiro prefeito foi eleito em 1992, e tomou posse em janeiro de 1993. O prédio da Paróquia Sagrado Coração de Jesus foi construído no mesmo local da primeira igreja de madeira, mas não seguiu o modelo antigo. Nos fundos da igreja tem uma grande reserva florestal.





Centenário do Sul: tem a vila Fidel Castro e campeão mundial



Centenário do Sul, é um município localizado a 181 quilômetros de Campo Mourão, na divisa com o Estado de São Paulo. Integra a região de Londrina. Pelo Censo de 2010 estava com 11.190 moradores dos quais 1.956 na área rural. Em 2020 a estimativa ficou em 10.764. A taxa de escolarização é de 97,9 por cento. A rede coletora de esgoto atinge 35 por cento dos imóveis. O nome Centenário do Sul, foi ideia do Engenheiro Casimiro Leão, para indicar que o local era perto do Ribeirão Centenário na parte Sul da Gleba.




No final dos anos 40, o município foi envolvido na chamada "Guerra do Porecatu". Trata-se de um confronto envolvendo posseiros, grileiros e os grandes fazendeiros. Os posseiros sem títulos das terras foram perdendo espaço para os fazendeiros. O resultado foi o conflito que envolveu outros municípios da região. A questão foi encerrada com a participação da Polícia Militar e a prisão de vários posseiros. Líderes do movimento fugiram.




O perímetro urbano de Centenário do Sul possui cerca de 4 mil imóveis residenciais. A cidade tem em torno de 300 empresas comerciais e 50 indústrias. Conta com agências da Caixa Economica Federal e Banco do Brasil. Possui uma emissora de rádio.




O ponto de encontro dos moradores é a Praça Padre Aurélio Basso, localizada entre a prefeitura e a igreja matriz. É uma praça simples, sem chafariz ou monumentos, mas é bem conservada e arborizada. No período natalino recebe uma decoração especial. O local tem sinal de internet fornecido de graça.




Centenário do Sul não tem parque de exposições. Os festejos e eventos do aniversário (14 de dezembro) são realizados na praça principal, estádio ou no Ginásio de Esportes. A festa é realizada junto com as comemorações de Natal, incluindo a chegada do Papai Noel e passeios de trenzinho. Na virada do ano, também na praça, acontece a queima de fotos com shows.




Centenário do Sul começou a ser formada nos anos 40, por causa das terras férteis, e em 1.947, virou distrito de Jaguapitã. Ganhou a emancipação em 1951 e um ano depois em dezembro de 1952 tomava posse o primeiro prefeito. Soja é o destaque na agricultura com 13 mil 400 hectares. O milho ocupa 11.020 ha. A cana é cultivada em 7 mil e 82 ha. Outros 240 ha são destinados ao feijão e 250 ha para a plantação de mandioca. O rebanho bovino e estimado em 12.938 cabeças.




Nos anos 60, Centenário do Sul chegou a ter dois cinemas: o "Centenário" e "Graciema". No distrito de Vila Progresso está localizada a Reserva Florestal de Ibicatu. O local é o escolhido por várias pessoas para o fim de semana. Além disso tem uma área de lazer "Condomínio da Pedra Preta", às margens do rio Paranapanema. São 30 lotes particulares, mas um deles é para turistas com quiosques.




O templo da Paróquia Nossa Senhora das Graças foi construído nos anos 60. Outras curiosidades de Centenário do Sul, é que no município tem um assentamento de Sem Terra denominado "Fidel Castro". Em 1976 o time da cidade ganhou a segunda divisão do Campeonato Paranaense e participou das primeira divisão em 1977 e 1978. Quem autou nesse time foi o zagueiro Marinho. Ele jogou pelo Londrina e conquistou o campeonato mundial pelo Flamengo em 1981.


Ariranha do Ivaí: um dos municípios mais novos do Paraná



Ariranha do Ivaí é uma cidade localizada na região de Ivaiporã, a 147 quilômetros de Campo Mourão. No Censo realizado em 2010, o município estava com 2.453 moradores, porém a estimativa feita em 2020, reduz a quantidade de habitantes para 2.066, dos quais mais de 1.200 moram na área rural.




Um dos destaques em Ariranha do Ivaí é o índice de 99,4 por cento de escolarização das crianças de 6 a 14 anos, o que coloca o município entre os 33 melhores do Paraná. A foto acima é da Escola Municipal "Demétrio Verenka". Em PIB per capita ocupa a posição 106. Só 4 por cento da cidade tem rede de esgoto.




A área urbana de Ariranha do Ivaí tem cerca de 570 imóveis residenciais. De acordo com cadastro da prefeitura, o município possui 55 empresas comerciais e de prestação de serviços além de 7 indústrias. Conta com uma agência bancária do sistema cooperativo. Possui uma unidade da Apae. Não tem emissora de rádio.




A parte urbana de Ariranha do Ivaí, é uma das menores do Paraná, com certa de 1 quilômetro de comprimento por 500 metros de largura, onde residem cerca de 1.200 pessoas. A área central mistura antigos imóveis de madeira com prédios mais modernos.




As principais ruas da cidade têm nomes de cidades do Paraná. A via central é a Rua Londrina e a segunda mais movimentada é a Rua Pitanga. Uma rua que foge desse padrão é a "Miguel Verenka", cuja família considerada pioneira, chegou ao local nos anos 40.




O aniversário de Ariranha do Ivai é comemorado no dia 21 de dezembro. Os eventos acontecem junto com as festividades natalinas e por isso, a prefeitura distribui kits de brinquedos para crianças cadastradas. Também acontecem apresentações de cantores locais e da região.




O principal espaço público de lazer em Ariranha do Ivaí é a praça (foto acima), localizada a 100 metros da igreja matriz, na Rua Ibiporã. Às margens da rodovia, a 500 metros da entrada da cidade, tem o Parque Aquático São Gabriel (pago). A área é dotada de toboágua, ski lona, piscina quente e fria.




Para chegar a Ariranha do Ivaí é preciso sair da PR 466 que liga Manoel Ribas a Ivaiporã e percorrer cerca de 13 quilômetros por uma estrada estreita com muito "sobe e desce" e cheia de curvas. Trecho muito perigoso com vários acidentes fatais.




O nome do município vem de um ribeirão batizado pelo pioneiros como "Ariranha", devido a grande presença desses animais. Ariranha é um mamífero da mesma família das lontras. Vive fora e dentro da água. Na agricultura o destaque do município é com plantio da soja com 13 mil hectares. O trigo ocupa 10 mil ha e o milho 1.800 ha.




Ariranha do Ivaí surgiu praticamente junto com a colonização de Ivaiporã, pela Companhia Ubá, entre os anos 40 e 60. A localidade era chamada de Arroio Bonito da Fazenda Ubá. Mais tarde passou a se chamar Ariranha. Desmembrado de Ivaporã, elegeu o primeiro prefeito em 1996. A Paroquia Nossa Senhora do Rosário, foi criada e instalada em 1976 e pertence a diocese de Apucarana.


Campo Bonito: surgiu por causa de conflito político-militar



Campo Bonito, é uma cidade que está localizada a 230 quilômetros de Campo Mourão e a 68 quilômetros de Cascavel. O acesso se dá pela BR 272 (Cascavel a Guarapuava), perto de Ibema. Da BR 277, até lá, são 8 quilômetros de trecho asfaltado. Pelo censo de 2010 tinha 4.407 moradores e na estimativa de 2020 tem 3.763. Metade da população mora na área rural. Durante o trajeto é possível observar a preservação de muitas Araucárias (famosa como pinheiro brasileiro).




Em Campo Bonito, a taxa de escolarização de crianças de 6 a 14 anos é de 97,4 por cento. Em PIB per capita é o 88º no Paraná. Em tamanho territorial ocupa a posição 156 entre os 399 municípios do Estado. Trinta por cento da cidade conta com rede de esgoto.




O aniversário de Campo Bonito é comemorado no dia 31 de outubro. A prefeitura promove vários eventos, entre eles, está o Festival de Música (Festcampo), que revela talentos locais. O festival é realizado no Salão Paroquial, seguido de baile. O município também serve bolo para a população e realiza feira da agricultura, baile da terceira idade, caminhada e "rua de lazer".




Campo Bonito tem apenas um banco pelo sistema cooperativo e não conta com emissora de rádio. A área urbana possui cerca de 1.000 moradias. Outras 500 estão na zona rural. A cidade tem 79 empresas comerciais e de prestação de serviços e cinco pequenas indústrias.




A principal riqueza econômica de Campo Bonito é a cultura da soja. Em todo o município são plantados 17.930 hectares. O trigo ocupa 8 mil hectares e o milho 3.800 ha. O plantio de feijão atinge 1.450 ha. O rebanho bovino é de quase 27 mil cabeças. Destaque também para a produção de frutas como figo, pêssego, laranja, tangerina, uva e banana.




O surgimento de Campo Bonito está ligado a uma Colônia Militar, criada onde hoje é a cidade de Laranjeiras do Sul. Entre 1923 e 1925, a região foi alvo de ações da chamada "Coluna Prestes". Nessa época tropas de soldados (governo) se posicionavam em Campo Bonito. A cidade começou a ser formada a partir dos anos 50. Em 1964, Campo Bonito foi elevado a distrito de Guaraniaçu. A emancipação aconteceu em 1986 e a primeira eleição em 1988. A Paróquia São Sebastião pertence a Arquidiocese de Cascavel.


Lupionópolis: cidade da grande indústria Asteca



Lupionópolis, é um município que faz divisa com o Estado de São Paulo e que pertence a região de Londrina. A cidade está localizada a 194 quilômetros de Campo Mourão. Pelo Censo do IBGE realizado em 2010, a população é de 4.592 moradores e pela estimativa realizada em 2020 está com 4.945, ocupando a posição 313 entre os 399 municípios paranaenses. Em tamanho territorial, o município figura na colocação 375.




Na década de 60 o município tinha mais de 10 mil habitantes. A geada negra que atingiu os cafezais fez com que a população da área rural caisse de 6.409 para 513 (2010). Na área urbana a população cresceu pouco em mais de 50 anos. Nos começo dos anos 60 tinha 3.554 e chegou a 2010 com 4.592, com crescimento de apenas 1.038 habitantes.




A entrada do Ginásio de Esportes "João Angelo de Souza", lembra Atenas, berço dos Jogos Olímpicos. A maior parte das ruas e avenidas centrais de Lupionópolis tem nomes de estados. Entre elas as Rua Maranhão, Rio de Janeiro e Pará. A taxa de escolarização de crianças de 6 a 14 anos é de 98 por cento. Quase 40 por cento da cidade conta com rede de esgoto.




A principal avenida é a Josino Alves da Rocha. Nessa via em um trecho de uma quadra tem o calçadão. Mas em um dos lados você pode passar com o carro. Lupionópolis tem uma agência bancária pelo sistema cooperativo. De acordo com o cadastro da prefeitura, a área urbana possui 1.817 imóveis residenciais e 139 empresas comerciais e de prestação de serviços. Outras 19 empresas são consideradas como indústrias. Não conta com emissora de rádio.




A maior empresa de Lupionópolis é a Asteca Hinomoto. A sede fica em Presidente Prudente e foi fundada em 1948 pelos imigrantes Keniti Fukuhara e Massa Honda. Em Lupionópolis a empresa começou a ser instalada em 2016. A Asteca Hinomoto é especializada em bebidas e alimentos, principalmente com os molhos da marca "ASTECA". Exporta para vários países e recemente instalou a fábrica de chopp e cerveja da marca "Landbier-Pilsen".




O maior evento na cidade é a "LUPEÃO", Festa do Peão de Boiadeiro", e é realizado na segunda semana de março. Acontece no Parque de Rodeio e Eventos. A festa é recheada de shows nacionais. O município ainda comemora o padroeiro (Cristo Rei), tem homenagem a Nossa Senhora Aparecida e eventos para comemorar o aniversário no dia 11 de maio.




Tem uma parte da cidade que mistura pastagem, agricultura e novo loteamento. O município que era rico em café, hoje destina apenas 125 hectares para essa lavoura. A soja ocupa 6 mil hectares. Em seguida está o milho com 4.101 ha. A cana de açúcar é plantada em 1.232 ha. O rebanho bovino é de 8 mil e 60 cabeças.




Um dos fatos mais lembrados na cidade aconteceu em 2017. Em janeiro daquele ano, a então governadora Cida Borghetti, utilizou suas redes sociais e parabenizou Lupionópolis pela passagem do aniversário. Acontece que o aniversário não é em janeiro e sim no mês de maio. A gafe acabou repercutindo em todo o Estado.




A formação de Lupionópolis teve inicio no final dos anos 50, quando a "Imobiliária Anis Abbudi" comprou a área de terras do Estado e fez a demarcação. Além dos lotes, a cada 10 terrenos, em 3, a imobiliária também fazia as casas. Com solo propício ao café, riqueza daquela época, muita gente foi atraída para o local, principalmente os paulistas.




Em janiro de 1951, a localidade foi elevada à condição de município. O nome "Lupionópolis", é uma homenagem ao então governador do Paraná, Moysés Lupion. O primeiro prefeito foi Ibraim Abbud Neto. A Paróquia Cristo Rei pertence a Arquidiocese de Londrina.


Quatro Pontes: pequena Alemanha no Oeste do Paraná



Quatro Pontes, é uma cidade com ruas e avenidas praticamente planas, localizada a 208 quilômetros de Campo Mourão (via Goioerê) e a 75 km de Cascavel. O principal destaque da cidade é o estilo alemão em muitas residencias, prédios públicos e algumas empresas. Na Rua Bagé, principal entrada da cidade, para quem segue de Toledo com destino a Marechal Cândido Rondon (pista em duplicação), o grande portal já faz referência à colônia alemã.




Seguindo cerca de 2 quilômetros e meio pela mesma rodovia entre Toledo a Marechal, existe outra entrada para Quatro Pontes, e mais um portal simpático com os dizeres "Que bom ter você aqui". Essa entrada é a que dá acesso a Avenida Presidente Epitácio, a principal da cidade.




Pelo Censo do IBGE realizado em 2010, Quatro Pontes tem 3.803 moradores, e pela estimativa de 2020, está com 4.029 habitantes. Embora esteja entre os 45 municípios com melhores salários no Paraná e entre os 50 em PIB per capita, a localidade foi incluída naquela proposta para deixar de ser município, porque tem menos de 5 mil habitantes. Seria um absurdo, uma vez que Quatro Pontes é mais rica que muitos municípios com até 20 mil habitantes ou superior.




A imagem acima é da Escola Municipal "Dona Leopoldina". O estabelecimento mantido pela prefeitura também segue o conceito de "construção alemã". Em Quatro Pontes, a taxa de escolarização de crianças de 6 a 14 anos é de 99,2 por cento, o que coloca o município entre os 50 dos 399 municípios do Paraná. O que falta na cidade é rede coletora de esgoto. Apenas 22 por cento da área urbana conta com o benefício.




O Centro de Eventos em Quatro Barras é grande e bem estruturado. A cidade só possui uma agência bancária que é a do Banco do Brasil. Não tem emissora de rádio.




No setor industrial, Quatro Pontes tem cerca de 60 indústrias, algumas delas de grande porte, incluindo dois moinhos. O principal parque industrial está localizado na saída para Toledo. Uma das empresas instaladas no local é a Cia Lorenz, que produz 600 toneladas por dia de fécula modificada e que é exportada para vários países. Além disso o município conta com algumas cerâmicas. Outra grande empresa que tem atividades em Quatro Pontes é a Cargill, que opera com a produção de rações para leitões.




Em prédio estiloso, a prefeitura de Quatro Pontes fica em frente a principal praça da cidade. O aniversário do município é comemorado em 13 de setembro. As festividades são realizadas por vários dias com atividades acontecendo na praça, centro cultural e no centro de eventos. O prato típico é o "Leitão à Quatro Pontes". Durante o período natalino tem cantata de Natal, trenzinho e na virada do ano show com fogos de artifício.




O ponto de encontro dos moradores de Quatro Pontes é a Praça Cristo Rei. Está situada entre a prefeitura e a igreja matriz. Além do belo chafariz a praça é dotada de quadras esportivas e de parque para as crianças. Tem sanitários e bebedouros. Ainda para lazer existe o Clube Campestre e Ginásio de Esportes.




Em 2020, a Avenida Santa Maria, ganhou a chamada "Rua Coberta". Foi construida no trecho entre a praça principal e a igreja matriz. O local é utilizado para eventos culturais e até pequenas feiras e exposições. Em Quatro Pontes a maior parte das ruas e avenidas são denominadas com nomes de cidades ou personalidades do Rio Grande do Sul.




Quatro Pontes tem 160 empresas comerciais e de prestação de serviços. A Associação Comercial e Industrial entrou em atividades em 1992, dois anos após a emancipação. Funcionava nas dependências da prefeitura. O prédio atual foi inaugurado em 2007, em terreno doado pelo município. A exemplo de outras cidades, o comércio realiza o "Natal Premiado". Geralmente os prêmios são de vale compras, incluindo alguns de 3.500 reais.




Quatro Pontes tem cerca de 1.200 imóveis residenciais na área urbana e outros 450 na área rural. Um detalhe curioso é que em muitas residencias não existem muros ou cercas.




Quatro Pontes começou a ser formada nos anos 50 por iniciativa da Colonizadora e Madereira Rio Paraná S/A, também conhecida por Maripá. A empresa dividiu as terras em lotes para atrair colonos de origem alemã e italiana que estavam em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. A principal atividade na época era a extração de madeira. O local foi elevado à condição de distrito de Toledo e mais tarde ficou sob a responsabilidade de Marechal Cândido Rondon. A emancipação veio em 1990 e a primeira eleição em 1992.




A principal atividade agrícola de Quatro Pontes é a cultura da soja com 7.680 hectares. A área com milho é de 5.950 hectares. Destaque para 11 milhões de litros de leite produzidos por ano. Pelo município estão espalhados vários açudes para a produção de carpa e tilápia.




A Paróquia Nossa Senhora da Glória, pertence a Diocese de Toledo. Estima-se que de cada 10 moradores 8 são alemães ou descendentes. A meta da prefeitura é passar Toledo em quantidade de estradas rurais asfaltadas.



Apucarana: a cidade que superou a Crise do Café



Poucas cidades que dependiam exclusivamente do café conseguiram crescer após a Geada Negra de 1975. A maioria perdeu habitantes e outras estagnaram. Apucarana foi uma das que venceu a crise. De origem caicangue, Apucarana significa "floresta intensa". Apucarana foi projetada em 1934 pela Companhia de Terras Norte do Paraná, para ser o ponto intermediário da produção de café entre Londrina e Maringá, que recebiam toda assistência e benefícios da empresa. De Apucarana o café seguia por ferrovia e pela Rodovia do Café com destino ao Porto de Paranaguá.

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Godoy Moreira: nome é em homenagem ao fundador



Em linha reta, a cidade de Godoy Moreira está localizada a 47 quilômetros de Campo Mourão, mas se quiser ir por asfalto são 120 quilômetros. O caminho será bem mais curto para aquela região, incluindo Ivaiporã e Jardim Alegre, quando existir uma ligação asfáltica entre Campo Mourão e Barbosa Ferraz. Hoje, o único acesso por asfalto é passando por São João do Ivaí. Alguns trechos da rodovia contornam os Rio Corumbataí e da Bulha.


Toledo: uma das cidades que mais cresce no Brasil



Toledo é uma cidade, cercada por área verde, localizada a 189 quilômetros de Campo Mourão, passando por Goioerê ou a 220 km, se a viagem for feita por Ubiratã e Cascavel. Pela estimativa de 2020, o município está com 142 mil 645 habitantes, figurando como o 12º mais populoso entre os 399 do Paraná. Cerca de 8 por cento da população, algo em torno de 11 mil pessoas, residem na área rural. Detalhe: contamos pelo menos 16 edifícios com mais de 15 andares em construção

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Bela vista da Caroba
Pome
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