Campo Mourão,
 
 
Central Regional de Notícias
2/9/2008
Especialista vê "tragédia" no Parque do Lago e está preocupado
* VEJA AQUI AS FOTOS DO PARQUE DO LAGO

O empresário e especialista em reprodução de peixes, Oto Gilberto Heinrich, proprietário da Piscicultura Água Viva, de Campo Mourão, esteve na manhã desta segunda-feira no Parque do Lago, em Campo Mourão. A convite do site portalradiorural.com.br ele analisou o desastre ambiental causado pela morte dos peixes após o esvaziamento do Parque do Lago e concluiu que era possível ter capturado os peixes e transportados para um lago antes da abertura da comporta.

Sua empresa tem equipamentos para o transporte com segurança, permitindo que os peixes fossem transportados para um local onde pudessem aguardar as obras que serão realizadas para desassoreamento.

Oto Gilberto esclareceu que esse acidente vai causar um grande impacto ambiental, tendo em vista que os peixes que não morreram e que escaparam no leito do rio, podem comer os peixes nativos, provocando um desequilíbrio.

Outra preocupação reside no fato de que os peixes do lago não possuem o hábito de buscar o alimento naturalmente e a tendência é que venham a morrer nos próximos dias. “Foi uma tragédia e as conseqüências serão irreparáveis”, comentou

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A promotora do meio ambiente Rosana Araújo de Sá, está colhendo fotografias, depoimentos e opinião de técnicos visando ingressar com uma ação civil pública para determinar os culpados pelo desastre ambiental ocorrido no sábado pela manhã no Parque do Lago em Campo Mourão.

O lago foi esvaziado de forma repentina provocando a morte de milhares de peixes perante o espanto de várias pessoas que estavam no local.

Sabe-se que a comporta foi aberta por determinação da prefeitura de Campo Mourão, visando realizar o desassoreamento. O problema é que segundo informações a comporta não resistiu e saiu do lugar provocando o desastre.

Entende os especialistas que a prefeitura de Campo Mourão deveria ter se preparado para fazer a remoção da comporta visando salvar o maior número de peixes possível, mas não fez isso, embora alguns funcionários tivessem sido alertados por integrantes da Seicho-No-Iê que estavam participando de um evento no local.

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